Portal de Homeopatia

 

 

 

ACONITUM NAPELLUS

pelo Dr. Carlos Melo.

 

Aconitum napellus é uma planta anual que cresce sobre pedras, em lugares sem terra como um bulbo no ar, onde pastam as ovelhas.

Ela desaparece todos os anos.

Aconitum confunde a luz com a vida. Para ele só há vida enquanto há luz. Se fica no escuro, acha que está morrendo.
Se uma pessoa diz que por faltar luz no elevador sente falta de ar e por isto vai morrer, sem dúvida, existe a possibilidade de ser um paciente Acon.

"Sem luz sinto falta de ar", ainda que Aethusa seja o único que está no Repertório.

Num polo temos: LUZ - AR - VIDA e no outro polo ESCURO - SUFOCO - MORTE.

 

MEDO DO ESCURODESEJA A LUZ
FICA CEGAVISÃO LÚCIDA
MEDO DE SUFOCAR> AO AR LIVRE
CORRE SEM FÔLEGODORME NO AR
PIORA EM CASARESPIRA FUNDO
DESEJA A MORTEALEGRE, TRINA
SEM AFEIÇÃOCANTA E DANÇA
NÃO QUER CONVERSALOQUAZ
MEDO DE ACIDENTETRAPAÇAS MALUCAS
CIRCULAÇÃO IMPEDI-

DA

QUER IMPULSIONAR

O SANGUE

MEDO DE SER

CARREGADO

APASCENTA OVELHA
QUER FICAR SÓ
PARALISIA DOS

PENSAMENTOS

PREDIZ A MORTE
DESEJA A MORTE
SEM VIDA

 

Matéria Médica

 

H,81 - DESEJA A LUZ, ANSEIA VER LUZ BRILHANTE

H,521 - VISÃO LÚCIDA. ELE DIZ, AGORA MINHA AMADA (QUE ESTÁ A 70 MILHAS DE DISTÂNCIA) DEVE TER CANTADO UMA PASSAGEM DIFÍCIL DE UMA CANÇÃO QUE ACABEI DE CANTAR.

A clarividência de Lach. é mais voltada para as profecias, fatos que irão acontecer, enquanto a de Acon. é para fatos que estão acontecendo naquele momento.

Por exemplo: ele sabe quem está tocando na campainha, quem chama no telefone, quem está morrendo naquele momento.

H,506 - ALEGRE, TENDÊNCIA A CANTAR E A DANÇAR

H,443 - DELIRANDO AO ACORDAR, PULA DA CAMA E PENSA QUE ESTÁ APASCENTANDO OVELHAS

O apascentador de ovelhas, o bom pastor, não quer que nenhuma das suas ovelhas se desgarre do rebanho. Observamos pela clínica que o paciente tenta de todas as maneiras manter toda sua família reunida, como manganum, agradando a todos. Quem conduz o rebanho tem que ter autoridade, e chega a sufocar os elementos da família por excesso de cuidados.

Hr,1-26 - LOQUACIDADE, FALA RÁPIDO

H,253 - ANSIEDADE COM MEDO DE SUFOCAR

Pesquisando nas Matérias Médicas podemos ver outros medicamentos além de Acon. que apresentam "Medo de sufocar com ansiedade": acon-f, kali-n, dig, spig, squil, verat, spong.

H,396 - O CORPO INTEIRO FICA DOLORIDO AO TOQUE. A CRIANÇA NÃO SE DEIXA SER CARREGADA; GRITA, CHORA

Agregar em "Carregado, aversão a ser".

H,453 - SENTE COMO SE A CIRCULAÇÃO DE TODOS OS VASOS SANGUÍNEOS ESTIVESSE IMPEDIDA

O sangue parando significa morte.

H,505 - MAL-HUMORADA, COMO SE NÃO HOUVESSE VIDA DENTRO DELA

A,14 - INQUIETAÇÃO EXCESSIVA, DESAGRADÁVEL. SEM MOTIVO PARA PRESSA, ESTÁ MUITO APRESSADO, TODO OBSTÁCULO QUE RETARDA O SEU PASSO RÁPIDO É EXCESSIVAMENTE ABORRECEDOR; ELE SE CHOCA CONTRA ALGUMAS PESSOAS QUE NÃO SAEM DO SEU CAMINHO O BASTANTE RÁPIDO E CORRE PELAS ESCADAS SEM FÔLEGO

H,14 - DISTRAIDO ENQUANTO ESTÁ LENDO OU ESCREVENDO, DEVIDO A UMA FREQUENTE PARALISIA DOS PENSAMENTOS
Aconitum não gosta de escrever, mas fala de si como qualquer Lachesis, pois é comunicativo por excelência.

H,96 - UMA OFTALMIA COM UMA SECREÇÃO NOS OLHOS TÃO DOLOROSA QUE CHEGA A DESEJAR A MORTE
Onde era aquela dor? - Nos olhos atrapalhando a visão da luz.
Aconitum verbaliza isto na clínica pondo a mão no peito e dizendo: estou sufocado, estou abafado.
Ele está apenas contando a história da sua vida. "Meu marido me sufoca", "Minha filha está me abafando".

H,277 - ANSIEDADE NA CAVIDADE TORÁXICA E OPRESSÃO NO LADO DIREITO DO PEITO E DEPOIS EM TODO O PEITO
Aconitum acha que o tórax não tem espaço, que a cavidade é muito apertada, daí surge essa sensação de abafamento, de grande opressão. É como se o seu pulmão não tivesse espaço ali dentro.
O paciente também verbaliza isto fora dele.
No momento em que estou com o diagnóstico pronto, pergunto num tom quase de piada:
Como você se sente no cemitério ajudando a jogar uma terrinha em cima do defunto?
- O paciente olha para você, joga os braços e o corpo para trás e diz assim: Deus me livre, nunca fiz isso, sentiria falta de ar; jogar terra em cima dos outros, nunca!
A cavidade torácica simbolicamente lembra o caixão para o indivíduo Aconitum.

H,279 - SENTE COMO SE O SEU PEITO ESTIVESSE CONTRAÍDO

H,280 - COMPRESSÃO DO PEITO NA REGIÃO DO CORAÇÃO

H,281 - UMA ANSIEDADE QUE O IMPEDE DE RESPIRAR, COM SUOR QUENTE NA TESTA
Para Aconitum com o sufoco vem a falta de ar, a catalepsia e a morte.
Sempre acham que vão ter um ataque cataléptico e que por isto vão ser enterrados vivos.
O Repertório registra apenas a rubrica: "Medo de ir dormir".
Acon. verbaliza no consultório: "Medo de ir dormir porque vão achar que já estou morto e vão me enterrar vivo".
Também diz: "Medo de ter um ataque cataléptico e vão pensar que estou morto". Em Lach. há um sintoma parecido, cuidado para não confundir.

H,284 - SENTE UM PESO COMO SE TODO O PEITO ESTIVESSE COMPRIMIDO POR TODOS OS LADOS

H,377 - DORES NAS ARTICULAÇÕES DO COTOVELO COM PENSAMENTOS DESESPERADORES E REFLEXÕES SOBRE A MORTE

H,397 - COMO SE ESTIVESSE SE RECUPERANDO DE UMA ENFERMIDADE SÉRIA RECENTE E SE LEVANTANDO DO LEITO DE DOENTE.

H,437 - SONHOS PROLONGADOS COM ANSIEDADE NO PEITO, COMO SE SUA RESPIRAÇÃO FOSSE IMPEDIDA E ACORDA POR ISTO
Lachesis verbaliza quase do mesmo jeito. O esteriótipo dos dois quadros é parecido. O diagnóstico diferencial pode ser difícil.

H,517 - QUEIXAS LAMENTOSAS, ANSIOSAS, COM MEDOS, DESESPEROS COVARDES, GRITOS ALTOS, CHORO, QUEIXAS AMARGAS E REPROVAÇÕES

H,534 - ESTÁ IMPERTURBÁVEL, APESAR DE NÃO ESTAR ALEGRE

H,536 - ÀS VEZES PARECE CHORAR, OUTRAS TRINAR

H,537 - TRAPAÇAS MALUCAS
Tenho observado que Acon. gosta de passar trote e não gosta de pessoas falsas e mentirosas. É estranho, porque trote é uma forma evidente de falsidade.

H,538 - MEDO DA MORTE IMINENTE

H,539 - UMA ANSIEDADE MORTAL QUE VOLTA DE TEMPOS EM TEMPOS

H,540 - MEDOS LAMENTOSOS DA MORTE IMINENTE

H,541 - MEDO QUE UM INFORTÚNIO VENHA A ACONTECER.

A,55 - MOSCAS VOLANTES NA VISTA FAZEM COM QUE FIQUE ANSIOSA NA RUA, PENSA CONSTANTEMENTE QUE VAI SE CHOCAR CONTRA AS PESSOAS

A,56 - ANSIOSA, ACREDITA QUE VAI MORRER BREVEMENTE

A,59 - SENTE COMO SE SUA ÚLTIMA HORA ESTIVESSE CHEGANDO.

A,60 - TRÊS VEZES FICOU CEGA E AFIRMAVA QUE A MORTE ESTAVA PRÓXIMA

A,63 - MEDO QUE ACONTEÇA UM ACIDENTE

A,65 - MEDO DE CAMBALEAR E CAIR

A,68 - MEDO DE ESPÍRITOS
Temos observado no consultório que Acon. modaliza este medo dizendo: "Tenho medo que um espírito pegue no meu pé à noite na cama, por isto durmo com os pés cobertos"

A,78 - DESEJA FICAR SÓ

A,79 - SEM INCLINAÇÃO PARA CONVERSAR
No outro polo é comunicativo e consta nesta rubrica.

A,931 - SUSPIRA DEVIDO A CIRCULAÇÃO VAGAROSA E UMA SENSAÇÃO EVIDENTE DE CONGESTÃO DO SANGUE NOS PULMÕES. ACHA QUE O SANGUE PAROU E ESTÁ CONGESTIONADO ALI

A,935 - TENDE COM FREQÜÊNCIA A RESPIRAR PROFUNDAMENTE, SEM SUSPIRAR, COMO SE ISTO FOSSE IMPULSIONAR O SANGUE ATRAVÉS DOS PULMÕES, SEGUIDO DE UM HUMOR APRESSADO

A,1033 - SENSAÇÃO DE FADIGA E EXAUSTÃO NO PEITO; FALAR O MÍNIMO QUE SEJA É UM ESFORÇO
Agregar "Geral – Fraqueza – falar, por"

A-SUPL,8 - SE SENTE MAIS ALIVIADO INDO PARA O AO AR LIVRE, VOLTANDO PARA CASA TODOS OS SINTOMAS DE AGITAÇÃO PIORAM

Hr,1-21 - FALA DELIRANDO SOBRE A MORTE DURANTE O PARTO

Hr,1-36 - TIMIDEZ EXTREMA, ESPECIALMENTE DEPOIS DE UM SUSTO, MEDO DO ESCURO.

Hr,1-39 - PREDIZ O DIA DA SUA MORTE, DIZ ADEUS PARA SEUS AMIGOS, NUMA MULHER QUE ESTAVA EM TRABALHO DE PARTO
A palavra "Confinement" aparece neste sintoma e significa parto, mas também confinamento, prisão, encarceramento.
Isto lembra a idéia do enterrado vivo que não pode respirar.
Aconitum acha que a criança vai morrer asfixiada ao passar pelo canal do parto.

Hr,1-44 - NÃO TEM AFEIÇÃO POR NINGUÉM DURANTE A GRAVIDEZ
 

I C A S O:

Sexo feminino, 48 anos:

Depressão (chorando), não quero falar, estou péssima. Não gostava de ver gente morta porque tinha medo dela aparecer. Tenho medo do escuro, de água, rios. Não entrava só num elevador. Não tenho coragem de ir ao ginásio de esportes, tenho a sensação de ficar asfixiada. Tinha muito vontade de estudar e de progredir na vida, mas o marido não deixou. Acho que vou enlouquecer. Tenho um problema muito sério com a sogra. Me acho muito humilde. Faço as coisas para agradar às pessoas. Acho horrível se sinto que ofendi alguém. Detesto falar de doenças para não adoecer. Tenho pavor de ficar debaixo da terra, de ser enterrada viva. Começo a tremer só por falar nisso. Acho que o meu problema começou depois dessa sogra. Ela não queria o meu casamento. Ele é filho único. Queria saber enfrentá-la sem ficar assim, não admito chorar, por isto não quero falar no assunto. Quero ser um exemplo para os meus filhos. (Vejo nesta frase o bom pastor de ovelhas). Pensava que ia morrer antes do parto. (No teste do Mundo Ideal disse que sua culpa foi "Maltratar alguém, não procurou se relacionar bem, se tornou por isso uma pessoa indesejável". Aconitum procura fazer tudo para se relacionar bem, agradando a todos para ser aceito na sua função de "apascentador do rebanho", se não consegue atingir este objetivo se sentirá "sufocado"). Fico muito sensível por ter que pagar por uma coisa que não cometi. Tenho pavor de cirurgia. Não me conformo por minha mãe estar debaixo da terra. Eu era namoradeira demais. Sou síndica do prédio e isto não me agita, o que me atrapalha é dentro de casa. Essa noite pensei que iria morrer, acordei e o coração parecia que ia explodir, me deu aquele medo.

 

II CASO

46 anos, sexo feminino

Estava suada e com calor, tomei chuva. Após algum tempo o olho direito começou a lacrimejar, os lábios não se encontravam mais, a boca entortou. Paralisou um lado do rosto. Muito calor com suor no rosto, no pescoço e na cabeça. Vontade de tirar o lençol, na cama tiro a roupa sem ver. Medo de por a mão no chão à noite e alguém puxá-la. Os gases pioram à tarde com leite e vou dormir com a barriga cheia. Amanheço bem. Sinto uma necessidade de sexo tremenda. Tenho medo de cobra, de cachorro, de vaca brava, cavalo e de todo bicho que morde. Tenho horror a rato, sapo, lagartixa branca. Tenho medo de morrer e deixar minha filha. Retirei o útero por miomas hemorrágicos. Tenho muita facilidade para fazer amizades. Tenho tantas amigas, mesmo assim me sinto só. Tenho desconfiança de remédios. Sinto medo de morrer. Se a pessoa me fere, na hora fico muito triste, não guardo raiva, espero um dia fazer um bem muito grande para aquela pessoa, para que ela saiba que eu não sou ruim, retribuo o mal com o bem sempre. Já tive muito ciúme do meu esposo e tenho da minha filha. Se empresto uma coisa sinto ódio se precisar dela e não estiver em casa. Quero que a pessoa desocupe logo, que me devolva logo e em perfeito estado. Só entro numa loja se for para comprar. Minhas compras são rapidíssimas, apesar disso compro demais. Sou romântica. Preciso por os pés no chão. Faço de qualquer problema de saúde uma coisa muito grande. Tinha pavor do parto. Meu coração dispara se a campainha toca, assusto. Já me preparei muitas vezes para a morte. Certa vez, ao escolher minha própria sepultura, exigi do coveiro que plantasse uma árvore, pois não queria ficar debaixo do sol. Não gosto do tempo com sol (lembra Caust.). Adoro dar presentes, passar trotes. Sinto-me sufocada no meio de muita gente. Acho que minha filha me sufoca, me controla demais. Tenho medo de tarado, de briga, de cair de uma altura, tenho pavor de cisterna, ímpetos de jogar-me de um lugar alto. Não gosto de poeira nas mãos e nos pés. Fazia muitas coisas para chamar a atenção. Não ponho nada na boca sem saber o que é. Quero agradar a todo mundo, gosto de todo mundo.

 

III CASO

29 anos, sexo feminino, diabética

Tenho cálculos pancreáticos com dor. Sinto choque nos pés, principalmente à noite. Com susto ou emoção começo a suar, minhas pernas ficam moles. Na infância era muito parada, brincava de casinha. Tinha medo do escuro, de um rapaz musculoso e dormia com a luz do corredor acesa. Hoje o meu maior medo é de acidente de carro, de ladrão, de ser esfaqueada. Parece que tenho medo de tudo. Choro antes do tempo, por um medo terrível de perder meu filho. Não confio em sinaleiro. Detesto sentir essa dor do pâncreas, sou muito sensível, acho que já é o fim, que já vou morrer mesmo, que desta vez não escapo. Tinha horror ao parto. Tenho horror a caixão; é duro demais. Só de pensar que vou para debaixo da terra me apavoro, tenho certeza que vou sentir falta de ar. Morro de medo de água, não entro em rio, não ponho a cabeça dentro d'água, pois me sufoca. Não sou fã de elevador, fico com o coração meio apertado. No parto tinha medo da anestesia. Tenho horror a pensar na morte, mas não consigo deixar de pensar e até chego a imaginar como será o choro na minha própria morte. Odeio escuro, parece que sinto falta de ar. Subo no elevador esperando acontecer o pior, pois tenho medo de ficar presa nele. Adoro fazer compras, principalmente sapatos. Pego muito no pé do meu filho, pois tenho medo que algo de ruim aconteça com ele (É desta forma que Acon. sufoca a família). Adoro quando o tempo está fechado, com ares que vai chover, nesse dia me sinto bem (lembra Caust.). Meus sonhos são sempre cheios de morte. Ando sem paciência com choro de menino, seus gritos me irritam. Corro da minha melhor amiga na hora da morte.


 

M I T O  DE  P E R S E F O N E

Filha de Zeus com Deméter, deusa da agricultura, fazia com que a terra produzisse.

Perséfone havia sido prometida por Zeus como esposa de Hades, o deus do inferno, sem que ela soubesse. Hades era irmão de Zeus e quando houve a divisão do poder a ele coube o Inferno, a administração do mundo dos mortos, da escuridão.

Em compensação Zeus ofereceu para ele Perséfone como sua futura esposa, sem falar disto para ninguém.

Certo dia Perséfone estava passeando e de repente quando se agachou para colher uma flor a terra se abriu e Hades surgiu naquele momento, abraçando-a, sufocando-a. Ela só teve tempo de dar um grito de terror, sendo arrastada para o mundo dos mortos (É como se fosse enterrada viva).

Deméter, sua mãe, após procurá-la muito sem que a encontrasse, resolveu castigar o mundo fazendo com que não mais houvesse produção se não recebesse sua filha de volta. As árvores não produziam mais, os seres vivos começaram a morrer. Foram falar com Zeus que ordenou que fossem buscar Perséfone no mundo dos mortos. Antes de devolver Perséfone, Hades a fez comer uma parte de uma maça, e quem fizesse isto sempre deveria voltar ao seu reino. Sendo assim Perséfone voltaria ao mundo dos homens, terra da luz, mas sempre passaria uma parte do seu tempo lá em baixo, no mundo dos mortos, das trevas. No inverno, o tempo em que ela passa no mundo dos mortos, toda a natureza morre, tudo fica aparentemente sem vida, as folhas das árvores caem, muitos animais hibernam, a luz diminui, tudo fica mais triste, como se toda a natureza estivesse morta. Quando chega a primavera Perséfone é devolvida por Hades para o mundo da luz. Com sua volta toda a natureza revive. Deméter faz com que tudo volte a vida, as árvores brotem, surgem as flores, os frutos, de volta a luz. No começo do outono Perséfone retorna ao mundo dos mortos (Nesse mito encontramos as polaridades: Vida/Luz; Morte/Trevas).

Hades queria Perséfone para sempre com ele no mundo dos mortos, mas Zeus teve que atender ao pedido de Deméter que disse: Se não trouxer minha filha de volta ao mundo todos vão passar fome. Zeus não pode fazer outra coisa além de um acordo. Sua filha permanece uma estação com Hades nos Infernos e três estações com Deméter na Terra (Aconitum, como a planta, tem consciência que vai morrer em breve, que a vida é curta. Já Calcarea, que seria Deméter, tem medo de passar fome e medo da pobreza).

 

vet_e_cao_3.gif (3083 bytes)

construída e administrada por Maria Thereza Cera Galvão do Amaral
Criada em 1999. Revisado: dezembro, 2017.

Licença Creative Commons
Portal de Homeopatia de maria thereza do amaral está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença
em http://www.mthamaral.com.br.