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Fitoterapia

 

Fitoterapia é o tratamento terapêutico feito através de plantas medicinais, um tratamento tão antigo e ancestral quanto eficaz.

Pode-se usar a planta in natura (ao natural), seca, em infusão ou chá, em cápsulas (dessecadas e moídas), em tintura, em extrato.

Mas plantas medicinais e drogas vegetais não são a mesma coisa: plantas medicinais são as que contêm, em uma ou várias de suas partes, substâncias que podem ser usadas diretamente para fins de cura (em suas várias preparações), e droga vegetal se refere ao uso de uma parte de uma planta medicinal, ou toda ela, na preparação de medicamentos.

É importante salientar que a planta medicinal tem efeitos diferentes da de seus componentes químicos separados, pois toda a ação que ela tem, além de ser uma soma de seus componentes, é também resultado da interação destes componentes.

Também é útil estabelecer uma definição do que seja uma planta medicinal e daí do que seria uma planta tóxica. Toda planta possui um ou mais princípios ativos, uma substância que pode ou não ser utilizada terapeuticamente em uma determinada dosagem. Porém algumas plantas, se empregadas em quantidades mais elevadas, passam a ter ação tóxica sobre o organismo.

Podemos separá-las em quatro grandes grupos quanto a sua toxicidade:

- plantas atóxicas: com baixo teor de toxicidade e que praticamente não possuem efeitos colaterais preocupantes ( a não ser com relação a sensibilidade pessoal de cada um). Exemplos:  folhas de abacate, malva, e outras. São o menor grupo dentre as plantas medicinais.

- plantas com teor variado de toxicidade usadas como plantas medicinais: são a maioria, pois elas são plantas medicinais, mais dependendo da quantidade que for ingerida, funcionam como plantas tóxicas. Todas tem indicações e contra-indicações e advertências para seu uso seguro que devem ser observadas.

- plantas com efeito tóxico – usadas em preparações farmacêuticas e que podem efeitos colaterais perigosos se ingeridos sem controle profissional. Exemplos: beladona, erva de Santa Maria, e outras.

- plantas tóxicas não medicinais: elas tem um elevado grau de risco (azaléia, comigo ninguém pode, hera, mandioca crua, e outras).

Também salientamos que existem plantas venenosas para todos e plantas tóxicas para um indivíduo em particular. Como exemplo, citamos o caso de alguém que já tenha tido algum tipo de hepatite e que poderá ser mais sensível a determinadas plantas do que outras.

Existe um número infinito de plantas medicinais no Brasil e no resto do mundo. Geralmente cada profissional da saúde que atua neste campo escolhe um certo grupo de plantas que mais lhe agrada e o usa com mais freqüência.

Sobre o nome de plantas medicinais, é importante comentar que podem acontecer algumas situações que não podem ser esquecidas e nem negligenciadas:

Existem:

- plantas que têm nomes populares diferentes em várias regiões do país,

- plantas que só são encontradas em certas regiões do país,

- plantas com mais de um nome popular em uma mesma região,

- plantas diferentes com o mesmo nome popular.

Embora o tratamento a base de plantas medicinais seja interessante sob vários aspectos, dizer que é um tratamento absolutamente seguro sempre é uma abordagem equivocada pelos seguintes motivos:

- só quem tem capacidade para julgar se o caso a ser tratado é grave ou não é um profissional da saúde, tenha ele formação escolar ou prática, que tenha um conhecimento grande de doenças e do funcionamento do corpo do ser que ele está tratando. Vários práticos tem um conhecimento razoável sobre plantas, mas não tem um conhecimento do corpo do ser que ele está tratando o suficiente para avaliar como está seu organismo e como ele ficará após ser tratado.
E vários práticos não tem mais o conhecimento que os ‘mateiros’ de antigamente tinham, e se enganam sobre as plantas. Este é um conhecimento que lamentávelmente está se perdendo no Brasil, por preconceito e desconhecimento.

- outro perigo recorrente é o que se faz ao insistir em ignorar que são naturais mas são medicamentos. E com todos os medicamentos devem ser tomadas precauções de uso, pois o que é utilizado para curar doenças não pode ter o mesmo tratamento dado a substâncias inócuas.

- é necessário que se compre a planta medicinal em lugares de confiança, pois pode se estar comprando algo inócuo, ou pior, algo venenoso em lugar de algo medicinal.

- plantas medicinais só devem ser utilizadas quando colhidas na natureza se tivermos absoluta confiança em quem está colhendo.

 

Concluindo, plantas medicinais são uma ótima alternativa terapêutica, mas não são milagrosas e não devem ter um tratamento neste sentido.

Podem ser perigosas se mal utilizadas em dois sentidos: 1) a substância que se está tomando pode não ser adequada para o caso e piorar o quadro da doença e 2) também o caso pode ser grave e exigir outros cuidados além da utilização da planta medicinal.

Tenham sempre bom senso que inúmeros problemas poderão ser evitados.

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Escrito por Maria Thereza do Amaral.

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construída e administrada por Maria Thereza Cera Galvão do Amaral
Criada em 1999. Revisado: dezembro, 2017.

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