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Os Medicamentos Homeopáticos

Homeopatia
Acima
Cinqüenta Milesimal

 
É considerado medicamento homeopático aquele que se mostrou ser capaz de causar uma
doença artificial num indivíduo, doença esta que se manifesta através de sintomas e sensações.

Esta sua qualidade pode ter sido descoberta por experimentações no indivíduo sadio,
em intoxicações e envenenamentos ou em observações clínicas.

Diz-se que ele deve ser diluído (suavizado) e
succionado (para ser dinamizado), embora algumas vezes Hahnemann
e outros homeopatas antigos tivessem usado certas substâncias in natura, principalmente plantas, em tratamentos.
 

A origem dos medicamentos homeopáticos

Eles provêm dos três reinos da natureza (mineral, vegetal e animal), assim como de substâncias industrializadas, de laboratórios biológicos e, em pequena proporção, de materiais fisiológicos e patológicos.

 


Reino Vegetal

O reino vegetal contribui com o maior número de medicamentos homeopáticos, sendo alguns muitos importantes, como o Lycopodium clavatum (pó inerte antigamente usado como excipiente em alopatia).

Como a Homeopatia começou na Europa, naturalmente a grande maioria dos medicamentos são originários deste continente. Com a expansão da Homeopatia pelo mundo, outros vegetais típicos de outras regiões foram, estão e serão incorporados àqueles estudados por Hahnemann e seus discípulos.

A utilização dos vegetais na preparação dos medicamentos homeopáticos deve ser precedida da perfeita individualização do vegetal (micro e macroscópicamente). Também deve ser ter o conhecimento das partes ou parte da planta a ser utilizada. Se foi feita a experimentação com a raiz de uma planta, por exemplo, é essa a parte que deve ser usada para se fazer o medicamento.
As farmacopéias e/ou as matéria médicas homeopáticas trazem essa informação, que nem sempre coincidem com a utilização feita de uma planta na fitoterapia. Também informam como devem ser feitas cada uma das preparações de cada medicamento.

A Farmacopéia Homeopática dos EUA menciona também as condições atmosféricas, época do ano, estado da planta em que se deve coletar o vegetal, levando-se em conta a parte da planta a ser utilizada. Por exemplo: colher a planta toda na época da floração, recolhida com sol.


Reino Animal

O reino animal fornece menos matéria prima para a preparação do medicamento homeopático, mas não é menos importante.

Os mesmos cuidados referentes ao reino vegetal são exigidos aqui:
perfeita individualização do animal, conhecimento da parte ou partes a serem utilizadas, época do ano, estado do animal, idade e condições em que deve recolher-se a droga, emprego do matéria vivo ou morto, fresco ou seco, local de coleta, etc.
Todas essas condições dever estar descritas na farmacopéia homeopática e/ou na matéria médica.


Reino Mineral

O reino mineral é o segundo em importância pelo número de medicamentos que proporciona. Podemos classificar esse produtos segundo sua origem em:

Como nas preparações anteriores, aqui também se faz necessário o conhecimento exato da fórmula química, denominação científica, natureza da droga, estado dela a utilizar, condição de hidratação, local de coleta, etc.

 

Exemplos de medicamentos homeopáticos segundo sua origem:

1. Reino vegetal :

2. Reino animal :

3. Reino mineral :

 

Nomenclatura

A denominação dos medicamentos homeopáticos deve seguir as regras internacionais de nomenclatura botânica, química, biológica, farmacêutica e médica, embora muitas vezes tenha mantindo uma nomenclatura científica mais antiga, por tradição e comodidade. Suplementarmente poderá ser usada uma sinonímia comum, popular ou indígena, a critério da Subcomissão de Assuntos Homeopáticos da Comissão de Revisão da Farmacopéia Brasileira Homeopática ( e aqui a geral).

Tradicionalmente usam-se nomes latinos ou latinizados, com a primeira letra do gênero com maiúscula e a primeira da espécie e sub-espécie em letra minúscula.
Exemplo, Arnica montana.

No caso de ser usado somente uma espécie de um determinado gênero, é facultado omitir a espécie, desde que não vá criar confusões:
Arnica, para Arnica montana.

Casos em que não é possível usar, por exemplo: Aconitum, pois existem o Aconitum napellus( mais usado) e o Aconitum ferox.

Em casos de nomes já consagrados, é facultado usar somente o nome da espécie, omitindo-se o nome do gênero.
Por exemplo:
Belladona no lugar de Atropa belladonna,
Chamomilla no lugar de Matricaria chamomilla,
Dulcamara, em vez de Solanum dulcamara,
Millefolium, em vez de Achilea millefolium,
Nux vomica, no lugar de Strychnos nux vomica.

Na terminologia de substâncias químicas, deve-se usar a nomenclatura científica oficial completa, sendo, entretanto, toleradas as designações e as grafias antigas. Exemplos :

           DESIGNAÇÃO ATUAL...............................DESIGNAÇÃO ANTIGA

bulletBarium e seus compostos.................................Baryta e seus compostos
bulletCalcium e seus compostos...............................Calcarea e seus compostos
bulletKalium e seus compostos.................................Kali e seus compostos
bulletNatrium e seus compostos............................... Natrum e seus compostos
bulletMagnesium e seus compostos...........................Magnesia e seus compostos
bulletBromum e seus compostos...............................Bromium e seus compostos
bulletIodum e seus compostos..................................Iodium e seus compostos
bulletSulfur e seus compostos...................................Sulphur e seus compostos

No caso de compostos químicos, escreve-se, de preferência, em primeiro lugar o nome do elemento ou radical de valência positiva, e em segundo lugar, o de valência negativa.
Exemplos:
Acidum hydrochloricum, em vez de Muriaticum acidum,
Acidum phosphoricum, em vez de Phosphori acidum,
Acidum nitricum em vez de Nitri acidum,
Acidum sulphuricum em vez de Sulphuris acidum.


Abreviaturas

O nome do medicamento homeopático pode ser abreviado, desde que não dê margens a confusão.
Por exemplo :
Bell. ou Bellad., em vez de Atropa belladonna ou Belladonna.
Deve-se tomar cuidado com abreviações do tipo Kal. ch. ou Kal. chlor. que tanto podem significar Kalium chloratum (Kal. chlorat.) como Kalium chloricum (Kal. chloric.).


Rotulagem do medicamento no Brasil

O medicamento homeopático, em qualquer apresentação, está sujeito às determinações legais quanto à rotulagem. Dever-se-a obedecer às bases fundamentais da Farmacopéia Brasileira:

 


Modelo de rótulo
 

Nome do medicamento, grau de diluição, dinamização, escala utilizada,

Forma farmacêutica (líquido, trituração, glóbulos, pastilhas, comprimidos, etc)

Via de administração (uso interno ou externo)

Farmacopéia (Farmacopéia Homeopática Brasileira),

Conteúdo: 15 ml, 10 g., etc,

Data de fabricação: março/92 ( ou 7/março/92), ou no caso de produtos com conservação muito limitada, 48 horas, por exemplo.

Arnica montana
líquido 15 ml
uso interno
março/92
Farm.Hom.Bras.

 

Métodos de dinamização

1. HAHNEMANNIANO, CLÁSSICO OU DE FRASCOS MÚLTIPLOS

Escala centesimal

Para obter-se 100 partes da primeira diluição centesimal (C1), colocar no primeiro frasco:
99 partes de veículo
1 parte do insumo ativo
(forma farmacêutica básica- tintura mãe ou trituração)

De acordo com a Farmacopéia Homeopática Brasileira, deve-se dar 20 sucussões vigorosas. A técnica descrita por Hahnemann, em seu Organon prescreve 100 sucussões, embora seja discutível se esta citação é para a dinamização de centesimais ou apenas das cinqüenta milesimais. A primeira diluição centesimal é a 1/100 ou C1.
E assim sucessivamente.

Obs: Escala decimal

Esta escala não é considerada hahnemanniana.

Para se obter a primeira diluição (D1 ou X1), coloca-se 9 partes do veículo e 1 parte do insumo ativo ( tintura-mãe ou trituração).
Segundo a Farmacopéia Homeopática Brasileira, dar 10 sucussões vigorosas e obtem-se a D1. Para se obter a D2, pegar 9 partes do veículo e 1 parte da D1, fazer sucussões e obtêm-se a D2, e assim sucessivamente.
Usa-se o etanol diluído como veículo.

 

2. KORSAKOVIANO OU FRASCO ÚNICO

Este processo só é permitido, no Brasil, para preparações acima de 30 CH.

Pra obter-se a primeira diluição Korsakoviana (K31), coloque num frasco de 20 ml, 5 ml de insumo ativo (30 C).
Emborque o frasco, deixando o líquido escorrer por cerca de 5 segundos. A diluição aderente às paredes do frasco constitui o insumo ativo (ponto de partida) para a diluição seguinte. Colocar no frasco 5 ml de etanol diluído e proceda a 20 sucussões vigorosas.
Esta diluição é designada K 31.E assim é feito sucessivamente.

3. FLUXO CONTÍNUO

Diferentemente do que ocorre em outros países, no Brasil, e particularmente em São Paulo, a obtenção de medicamentos em média e alta potência (acima de 30 CH) está em grande parte concentrada nas mãos dos laboratórios, já que as farmácias não dispõe de equipamentos de fluxo contínuo.

4. CINQUENTA MILESIMAL

Segundo Hahnemann no parágrafo 270 da sexta edição de seu Organon, um tipo de preparação que produz medicamentos com maior desenvolvimento de poder curativo, e de ação mais suave (menos agravações).
Abstenho-me de descrevê-lo por não dominar o entendimento desse método.

 

Medicamentos


Formas Farmacêuticas

As formas mais comuns são gotas ou glóbulos, mas a Farmacopéia Homeopática Brasileira registra também tabletes, comprimidos, pós, pomadas, cremes, óvulos, supositórios, colírios e outras.


bibliografia:

 

apostila do Curso de Homeopatia da Associação Paulista de Homeopatia, da farmacêutica Dra. Valéria Ota Amorim.

 

"Farmácia Homepática:Teoria e Prática" - Olney Leite Fontes e colaboradores (Editora Manole, edição de 2001)

 

 


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construída e administrada por Maria Thereza Cera Galvão do Amaral
Criada em 1999. Revisado: novembro, 2017.

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Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença
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