Portal de Homeopatia

 

 

Prezado senhor que assina pelo The Lancet.


Motivou-me escrever-lhe a indignação em mim despertada a partir da afirmação leviana de V.S. quando ao final de seu comentário diz que os médicos devem ser honestos e dizer a seus pacientes sobre o não benefício da Homeopatia.

Homeopata clínico que sou há mais de 30 anos, profundamente inserido na pesquisa e na clínica homeopática pois fui motivado pela sua inegável ação e plenamente convencido de sua eficácia quando aplicada dentro de sua episteme, devo devolver a V.S. a mesma afirmação:

Os pesquisadores que se dispuserem a analisar a Homeopatia e principalmente os comentaristas que usam o trabalho de outros para fazer afirmações levianas, need to be bold and honest em seus estudos e analisar a Homeopatia dentro de sua episteme, ou seja, o medicamento individualizado para cada paciente, nem que para isso tenham que enveredar por novos caminhos dentro da matemática, da estatística e da epidemiologia para continuar ampliando o conhecimento sobre a riqueza que apresenta o humano.
 

O trabalho feito por Shang, Müntener, Nartey, Jüni, Dörig, Sterne, Pewsner e Egger demonstrou algo que todos os homeopatas que exercem a Homeopatia dentro de sua episteme já estão cansados de saber: que os medicamentos homeopáticos quando prescritos para doenças têm desempenho igual ao placebo, apenas superam ligeiramente a performance do placebo quando entre os pacientes estudados houver um ou outro doente que tenha o seu medicamento individual entre aqueles que estão sendo utilizados no experimento.

A equipe de epidemiologistas trabalhou bem, fez um bom trabalho dentro daquilo que sabem fazer: analisar ensaios clínicos que objetivam demonstrar eficácia de medicamentos em doenças, episteme que não é a Homeopática. A episteme homeopática está em trabalhar o doente com suas doenças. Quem não trabalha bem são os pesquisadores homeopatas que insistem em tentar demonstrar que a Homeopatia atua quando prescrita para doenças. Como isso não é verdade ... nada conseguem provar mas acreditam tê-lo feito por causa de alguns bias presentes em suas pesquisas.

A Homeopatia atua e seu resultado é 100% quando o doente entra em contato com o medicamento que o mobiliza como uma unidade. É como no jogo de beisebol quando o rebatedor acerta em cheio a pelota, ninguém consegue pegá-la, 100%. Quando o rebatedor acerta parcialmente uma série de movimentos parciais ocorrem e até somam-se alguns pontos para equipe, mas quando o rebatedor não acerta...zero. Assim ocorre na Homeopatia, similitude com a totalidade do paciente...100%, similitude com a parcialidade do doente gera movimentos mas não o leva a completar sua cura e quando não houver similaridade com o doente...zero. É o que ocorre nos ensaios clínicos que tentam demonstrar a eficácia da Homeopatia para doenças, como os medicamentos utilizados são destinados a sintomas de doenças mas não são os medicamentos daqueles doentes...zero.

O trabalho que a WHO está preparando e que tanto está atemorizando os escudeiros da metodologia da pesquisa destinada a avaliar doenças é muito mais amplo, abarca todo o universo da pesquisa homeopática. Inclui experimentos com doses infinitesimais em humanos (pathogenetic provings) e animais, experimentos de laboratório, análises de ensaios clínicos, análises de casos clínicos, estudos sobre a natureza do medicamento homeopático, etc. O estudo é muito mais abrangente e não centrado em apenas uma reduzida e errônea parcela de seu universo, os ensaios clínicos que objetivam cura de doenças com medicamentos homeopáticos, "a la allopathy"


Agradeço sua atenção.


Matheus Marim. MD

Research-Committee - Liga Medicorum Homoeopathica Internationalis.

Member of the WHO Working Group on Evidence Base for Homeopathy.

Rua Euclides Vieira, 560 - Campinas - São Paulo - Brasil. (13088-280)

mmarim@dglnet.com.br

 

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